IRELAND

"GOOD LUCK, MATE!"

Na finitude dos meus 28 anos nunca me senti tão inseguro sobre aquilo pretendo de mim. Há quem chame a isto “crise dos 30” mas eu prefiro pensar que se trata apenas de um standby emocional que nos permite alertar sobre de que forma queremos construir as nossas narrativas e vivências. 

No meu caso, o impacto dessa paragem tem vindo a subir de tom a cada momento que passa. Larguei um trabalho estável, demiti-me de todas as responsabilidades sociais em que estava envolvido, fui obrigado a repensar numa relação de 7 anos com futuro por terras onde as laranjas são mecânicas, desliguei-me de assuntos pessoais e procuro agora uma orientação para alcançar, não a felicidade eterna (vamos ser sinceros, para além de utópico, é aborrecido), mas pequenas faíscas desse cálice sagrado que me auxiliem na minha construção humana. 

Por essas razões, e porque eu considero-me um azarado de primeira linha, decidi aventurar-me por terras irlandesas onde o trevo e a verdejante paisagem são sinônimos de sorte nesta ilha atlântica ombreada ao Reino Unido. É aqui que tentarei procurar as respostas às minhas perguntas, numa viagem a solo e de peito aberto a novas experiências.

Desde que vi o filme Slumdog Millionaire, essa obra prima de Danny Boyle, que decidi um dia vir a descobrir a Índia, mergulhar nos seus contrastes e receber aquilo que a diversidade desse país nos tem para oferecer. Passados 10 anos e com uma necessidade incontrolável em captar com a minha câmara esse mundo fora, senti que era o momento perfeito para realizar tal aventura. Depois de alguma hesitação, comprei os bilhetes de avião (um para mim e outro para a minha prima), delineámos o roteiro, enchemos a mochila com meia dúzia de cuecas e roupa velha e, à bela moda dos backpackers, lá fomos nós à descoberta do caminho aéreo para a índia. Chegados a mais de 8000km de casa, perdi-me nas ruas caóticas de Deli, senti a simetria do Taj Mahal, contemplei os vários tons da cidade cor-de-rosa, abri o meu ateísmo à espiritualidade de Pushkar e em Varanasi mergulhei no rio sagrado. Em todos esses lugares senti a sua essência. Os cheiros. Os sabores. As cores. A tolerância. A beleza. A desordem.
E porque voltar também faz parte da viagem, chegou a altura de partilhar convosco a minha experiência neste conjunto de pequenas crónicas.

"A AMERICANA "

"THE AMERICAN GIRL"

08.00h, o despertador começa a tocar e a primeira manhã nasce, para nós, na metrópole dos contrastes, Deli. Do terraço do Smyle Inn, hotel onde ficámos alojados, é nos servido o primeiro pequeno-almoço que de Indiano não tem nada, cereais, leite, compota e pão de forma prepara-nos para o choque cultural que estamos prestes a enfrentar. De mochila às costas e câmara na mão, respirámos fundo pela última vez e abrimos a porta à aceitação.

Deli é barulhenta e caótica. As suas ruas estão asfixiadas com pequenas mercearias e vendedores de todo o tipo de quinquilharia e que nos tentam convencer a entrar no seu estabelecimento “só para ver”, os estandartes de street food dão um cheiro gorduroso ao ar intensamente poluído e de todas as esquinas surgem motorizadas protegidas pela lei da buzina. Depois de percorrer uma avenida em busca de alguma orientação, consultámos o mapa (na aplicação maps.me), e definimos o primeiro local a visitar, o Forte Vermelho. A viagem até lá foi atribulada com o tuk-tuk a serpentear as artérias de Deli com ultrapassagens rasantes em carros e manobras em redor das vacas, que pacientemente, escolhem o asfalto para se deitarem.

Isto é o bloco de texto. Clique no botão Editar para alterar este texto. Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo. Isto é o bloco de texto. Clique no botão Editar para alterar este texto. Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo. Isto é o bloco de texto. Clique no botão Editar para alterar este texto. Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo. Isto é o bloco de texto. Clique no botão Editar para alterar este texto. Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.

error: